Água e agricultura urbana: caminhos para a sustentabilidade do planeta

Créditos imagem: 
Horta das Corujas Divulgação

.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SEAD

A água é um recurso essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos, apesar de o nosso planeta ser repleto de água, estima-se que apenas 0,77% esteja disponível para o consumo em lagos, rios e reservatórios subterrâneos. Além da escassez em algumas regiões, existe ainda o problema da baixa qualidade. A poluição causada pelas atividades humanas faz com que a água esteja disponível, porém não seja própria para o consumo. Com isso, 20% da população mundial não tem acesso à água limpa. 

Diante da importância da água para a  sobrevivência e da necessidade urgente de manter esse recurso disponível, a Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 22 de março de 1992, instituiu o Dia Mundial da Água.  

A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) incentiva essa atividade por meio de políticas públicas que fomentem a estruturação da cadeia produtiva nas cidades, trabalhando a comercialização e o consumo consciente. A agricultura urbana e periurbana está entre um dos eixos do Plano Safra 2017/2020. 

A representante da Sead no estado de São Paulo, Sonia Aparecida Nunes, afirma que o incentivo do Plano Safra abre portas para os agricultores, principalmente com o acesso às políticas públicas do Governo Federal. “Os produtores têm diversas alternativas dentro dos programas. São incentivos que geram visibilidade e ajudam na comercialização do que eles produzem, além de ter portas abertas no mercado.”

Exemplo disso é o que ocorre em São Paulo, na praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, no bairro Vila Beatriz, onde nasceu a Horta das Corujas, a primeira horta comunitária em praça e que serviu como inspiração para o surgimento de várias outras na capital. A proposta do projeto é criar um espaço de convívio social e educação ambiental, no qual os voluntários realizam o cultivo de hortaliças e ensinam outros moradores a plantarem. É aberta ao público 24 horas por dia e conta com uma produção variada de leguminosas, ervas medicinais e temperos. Apesar de ser comunitária, não é permitido plantar por conta própria. Deve-se entrar em contato com os organizadores, pois há alguns espaços destinados a projetos educacionais.

Toda a água usada para regar a Horta das Corujas vem de nascentes locais que foram revitalizadas pelos voluntários que instalaram as cacimbas de armazenamento. A situação na horta é de abundância de água limpa de acordo com a análise realizada pela Cetesb em 2013. Por não ser tratada, não é potável, mas tem ótima qualidade para regar hortaliças.

A ambientalista e jornalista, Cláudia Visoni, de 52 anos, cuidadora da Horta das Corujas diz que a agricultura urbana quando feita de maneira correta, é considerada uma atividade crescente no mundo. Para ela, esse tipo de atividade é considerado ecológico sob diversos aspectos. “Para se fazer essa inserção nos grandes centros urbanos só temos vantagens. Não é preciso transportar os alimentos, há menos lixo, menos gastos com embalagens e menos emissão do gás de efeito estufa, e mais, o plantio dos alimentos fica muito próximo do consumidor”, aponta.

Cláudia ressalta ainda, que além de fornecer alimentos saudáveis, a agricultura urbana usa menos recursos da natureza, diminui a poluição e abre espaço para títulos de cidades mais sustentáveis. Neste cenário, surgem também as hortas comunitárias, outro tipo de agricultura que vem crescendo. Elas acontecem em praças e terrenos desocupados. 

No caso da Horta das Corujas, as atividades são baseadas em ensinar e aprender a cultivar. Essa alternativa vem ocupando espaços públicos da cidade com hortas urbanas e é focada em uma conexão com a natureza, educação ambiental, nutricional, fortalecimento comunitário e movimento agroecológico. “Quando cultivamos alimentos passamos a ter uma alimentação mais fresca e nutritiva além de conseguir acesso a espécies que não são comercializadas”, enfatiza Cláudia.

Assessoria de Comunicação da Sead
Contatos: (61) 2020-0120 e imprensa@mda.gov.br

Autor(es): 
Assessoria de Comunicação da Sead