Cooperativa no interior de Goiás realiza sonho de atender o DF

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Paulo H Carvalho / Ascom Sead

Depois de mais de vinte anos de trabalho, o grupo que compõe hoje a Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Luziânia (Cooperluz), no interior do estado de Goiás, vai realizar o sonho de atender a capital do Brasil. A Cooperluz foi uma das selecionadas na chamada pública, realizada em dezembro pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal para a aquisição direta de gêneros alimentícios hortifrutigranjeiros da agricultura familiar. Os produtos vão ser ofertados ao longo de 2017, com o suporte da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

A Cooperluz surgiu a partir do desejo antigo de não apenas promover a assistência social na comunidade, mas de viabilizar o negócio produtivo junto ao mercado. De acordo com o presidente da cooperativa, Luciano Andrade, a meta de expandir a atividade econômica para fora de Goiás foi possível graças ao esforço de produtores rurais e aos programas desenvolvidos pela Sead.

“Começamos com a assistência do Pronaf, depois do PAA e em seguida do Pnae. Fomos nos estruturando a cada ano. Antes, não conseguíamos entrar em Brasília justamente pela falta de preparo. Agora temos toda a logística que tornou isso possível: produção, armazenamento e transporte. Mostramos que somos capazes de atender a demanda do DF e foi nossa maior conquista”, comemora.

A Cooperluz tem 390 associados, dos quais 357 possuem a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), que permite o acesso individual a todas as políticas públicas da Sead. Os alimentos cultivados pelos produtores rurais cadastrados vão ser distribuídos para a rede escolar da região administrativa de Sobradinho.

Os gêneros alimentícios listados no edital são: abacate, banana prata, goiaba, limão Taiti, maracujá, morango, tangerina, abóbora japonesa, abobrinha, alface crespa, batata doce, beterraba, cebola nacional, brócolis, cebolinha, cenoura, chuchu, couve manteiga, repolho branco, tomate, vagem, espinafre e salsa. O valor total do contrato ultrapassa um milhão de reais. Luciano ressaltou que o Pnae foi essencial para a comercialização da produção.

“2017 é um marco na história dessa cooperativa. Me sinto prestigiado porque é um trabalho de muita luta e vale a pena porque a gente comprova a nossa evolução. E sem o PAA, não conseguiríamos escoar nossos produtos tão bem”, destaca.

Melhoramento genético

Há dois anos, a Cooperluz começou a investir na produção de leite e, atualmente, é a atividade que mais gera renda à cooperativa. Segundo o presidente, essa evolução é reflexo do investimento na melhoria genética do rebanho, possibilitado por um financiamento junto ao Pronaf. 

“Antes nossa produção era de 2 a 3 litros por vaca. Hoje temos uma média de 30 a 40 litros cada uma. A assistência do Pronaf, melhorando a genética dos animais, foi essencial. Era recolhido 2 mil litros por dia e agora recolhemos por volta de 20 mil”, destaca.

Há três meses, a Cooperluz conquistou o selo exigido para a comercialização dos produtos. Atualmente, são vendidos leite integral, semidesnatado pasteurizado, iogurte, bebida láctea, requeijão, queijo e manteiga com a identificação da cooperativa. 

A expectativa dos agricultores rurais da Cooperluz daqui para frente é comercializar também os produtos derivados do leite no DF, além de iniciar o processamento de polpa de frutas para investir em estoque de venda.

Pnae

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contribui para o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar.

De acordo com a Lei nº 11.947, 30% do valor repassado a estados e municípios deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar, medida que estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades. Clique aqui e saiba mais sobre o programa.

Edite Lopes do Carmo, de 60 anos, é uma das 110 agricultoras cooperadas. Viúva, ela conta que consegue manter o trabalho no campo graças à comercialização garantida pelo programa. Assista:

 

Fernanda Lisboa
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
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